Coimbra é considerada a terceira e mais importante cidade portuguesa, com cerca de 145.000 habitantes, sendo uma referência nas áreas do Ensino e da Saúde.

 

É por vezes apelidada por “cidade dos estudantes”, principalmente por ter uma das mais antigas e prestigiadas universidades da Europa, a Universidade de Coimbra, fundada em 1290, que conta atualmente com cerca de 30 mil estudantes, e que recentemente em conjunto com toda a Alta e a Rua da Sofia foram consideradas Património da Humanidade.

 

Também é em Coimbra que existe a mais antiga e maior associação de estudantes do país – a Associação Académica de Coimbra fundada a 3 de novembro de 1887. Esta organização representa todos os alunos da Universidade.

Monumentos

Igreja do Colégio de São Bento – O templo, tal como o claustro, é simples mas de boas dimensões, seguindo o esquema das igrejas dos colégios vizinhos, filiando-se numa gramática vulgarmente designada por renascença coimbrã.

 

Igreja de São Bartolomeu – Do lado do Evangelho, num retábulo de estilo maneirista, séc. XVI, destacam-se as pinturas alusivas à Morte e Ressurreição de Cristo.

 

Torre de Anto – Torre de origem medieval integrada na antiga cerca de Coimbra, sendo então conhecida como Torre do Prior do Ameal.

 

Igreja de Santo António dos Olivais – Em 1217, a esposa de D. Afonso II, D. Urraca, cedeu uma capela aos franciscanos, acabados de chegar a Portugal, que aqui se estabeleceram precariamente.

 

Igreja de São Tiago – O espaço funciona como local de oração.

 

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha – Fundado em 1283, por D. Mor Dias, foi entregue às freiras clarissas pouco depois. Dona Isabel de Aragão, a Rainha Santa Isabel, interessou-se pelo convento, entretanto extinto, e mandou construir novos edifícios em estilo gótico, de que se destacam o claustro e a igreja, sagrada em 1330.

 

Arco de Almedina – Era a principal porta da muralha medieval. Atribui-se a parte mais antiga da porta ao século IX, sendo inicialmente constituída por dois cubelos unidos por um arco.

 

Aqueduto de S. Sebastião – Obra do final do século XVI, tendo-se aproveitado o traçado, e provavelmente os restos de um anterior aqueduto que remontava ao período romano.

 

Mosteiro de Celas – Foi fundado por Dona Sancha, filha do segundo rei de Portugal, em 1213.

 

Igreja de Santa Cruz – Panteão Nacional – Iniciado em 1131, sob o patrocínio de D. Afonso Henriques, e entregue à ordem dos Cónegos Regrantes de St.º Agostinho.

 

Portugal dos Pequenitos – Inaugurado em 8 de Junho de 1940, é um parque lúdico, pedagógico e turístico, idealizado por Bissaya Barreto e projetado pelo arquiteto Cassiano Branco.

 

Sé Nova – O templo pertenceu ao colégio da Companhia de Jesus até à sua expulsão de Portugal, em 1759. As obras iniciaram-se em 1598, mas a Igreja só foi sagrada em 1640.

 

Pátio da Inquisição – Deve o seu nome ao conjunto de edifícios de valor histórico e arquitetónico, onde funcionou, desde 1566 até à sua extinção, em 1821, o Tribunal do Santo Ofício.

 

Mosteiro de Santa Clara-a-Nova – O edifício é em estilo barroco, sóbrio e utilitário, ponteado por torreões.

 

Universidade de Coimbra – É uma das mais antigas Universidades da Europa. Fundada em Lisboa por D. Dinis em 1290, foi definitivamente transferida para Coimbra em 1537, vindo a ocupar os edifícios do Paço Real Medieval.

 

Sé Velha – O templo atual data da segunda metade do século XII.

Museus

Museu da Ciência – Espaço interativo, que tem por objetivo dar a conhecer a ciência a públicos de todas as idades.

 

Casa-Museu Miguel Torga – Casa onde viveu Miguel Torga, em Coimbra, na qual se encontram algumas das primeiras edições de obras da sua autoria e diversos objetos pessoais.

 

Memorial da Irmã Lúcia – Espaço criado em edifício anexo ao Carmelo de Santa Teresa, onde o visitante pode ver alguns objetos usados ou feitos pela Irmã Lúcia ao longo da sua vida.

 

Museu Antropológico – Parte integrante do Museu de História Natural da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

 

Museu Académico – O Museu Académico tem como missão reunir, preservar e difundir os valores sociais, artísticos e culturais da comunidade académica.

 

Museu da Água – Situado no Parque Dr. Manuel de Braga, veio ocupar uma antiga Estação de Captação de Água, datada de 1922.

 

Casa-Museu Bissaya Barreto – Reúne uma coleção de azulejos portugueses, porcelanas da Companhia das Índias e pintura contemporânea portuguesa.

Jardins e Espaços Verdes

Reserva Natural do Paul de Arzila – Alberga uma variada população de aves (é uma importante zona de passagem outonal para migradores passeriformes e de nidificação de aves de caniçal) e de mamíferos.

 

Penedo da Meditação – Constitui um miradouro, de onde parte da cidade pode ser contemplada.

 

Jardins da Quinta das Lágrimas – A Quinta das Lágrimas deve o seu nome às desventuras do romance entre a dama Inês de Castro e o príncipe D. Pedro. A romântica tragédia coloca neste local a morte da bela Inês.

 

Parque de Santa Cruz – Popularmente conhecido como “Jardim da Sereia”, estava integrado na cerca do Mosteiro de Santa Cruz e data do séc. XVIII.

 

Jardim Botânico – Reflete os estudos e intercâmbios botânicos com todos os quadrantes do globo.

 

Jardim da Manga – Antigamente situava-se no centro de um dos três claustros do Mosteiro de Santa Cruz. No entanto, a lenda diz que o nome se deve ao facto de D. João III ter traçado o seu desenho na manga do seu gibão (vestidura antiga).

 

Parque Manuel Braga – Também conhecido por “Parque da Cidade”, foi concebido na década de vinte do séc. XX, com projeto do paisagista Jacinto de Matos.

 

Penedo da Saudade – Promontório rochoso, hoje ajardinado, cujo nome advém da tradição, segundo a qual D. Pedro ia frequentemente ao local, então conhecido por Pedra dos Ventos, chorar a perda da sua saudosa Inês.

 

Mata Nacional de Vale de Canas – No séc. XVI era designada por “Mata do Rei”. Pertencia à Coroa Real Portuguesa e era povoada por vegetação espontânea.

 

Mata Nacional do Choupal – Imortalizada nos poemas e no fado de Coimbra, esta Mata é, desde há longos anos, um local de eleição para as mais diversas atividades lúdicas e desportivas.

 

Parque Verde do Mondego – Inaugurado em Julho de 2004, é um projeto da autoria do Arquiteto Camilo Cortesão, enquadrado no programa Polis Coimbra, que abrange as duas margens do Rio Mondego.

Outros Pontos de Interesse

Casa da Escrita – Espaço de arquivo aberto, que permite aos frequentadores visitarem as rotas da criação da escrita através dos textos que se vão produzindo na própria Casa.

 

Ponte Pedro e Inês – Projetada pelos engenheiros Cecil Balmond e Adão da Fonseca, foi construída no âmbito do Programa Polis, para ligar as margens direita e esquerda do Rio Mondego e foi inaugurada a 26 de Novembro de 2006.

 

Pavilhão Centro de Portugal – Projetado pelos arquitetos Souto Moura e Siza Vieira.

 

Exploratório Infante D. Henrique – Primeiro centro interativo de Ciência em Portugal, foi constituído em 1995 como associação sem fins lucrativos.

 

Observatório Astronómico – Desenvolve atividades científicas, de ensino e divulgação da Astronomia.

 

Ponte Rainha Santa Isabel – Projetada pelo engenheiro António Reis, a mais recente travessia rodoviária sobre o rio Mondego é composta por duas faixas de rodagem com três vias em cada sentido.

 

Pólo II – Esta obra foi selecionada, no ano de 2000, pela Fundação Mies Van der Rohe, para o Prémio da Arquitectura Contemporânea da União Europeia.